Entre miradouros, onde a visão mergulha no Tejo, escondida da azáfama de centenas de turistas ávidos de descoberta… Logo ali ao lado, encontra-se uma outra cidade, só ao alcance de quem… Se atreve.

Fraude…

Agosto 9, 2007

Neste blog, as imagens tendem a ser donas e senhoras de todos os destaques… Nesta ocasião, a força e o valor das palavras é tal que dispensa qualquer ilustração, deixo-vos pois com este poema de um amigo, músico, escritor, mas sobretudo dono de uma sensibilidade artística fora do comum.

“fraude..

Sinto-me uma fraude!
Sinto-me “embotido”num disfarce de um amor oco
Sinto a latência da dor interminável e indeterminada
…..As minhas mãos tocam agora as paredes do fosso
Caí nele..mas sinto-me a “pairar” na insanidade cruel do tempo
Que me consumia com a chama falsa do amor
Que só ardia em mim..
Nas esperanças de mil uma promessas
Que nem toda a fé do mundo fariam cumprir
E assim brotas-te na minha primavera dourada..
Como uma flor dentro do meu vaso em forma de coração
Mas o verão não te deu agua..
E o vaso partiu-se em “cacos”
Em mil estilhaços..
Nós fomos o acidente..eu fui a vitima
(Ficamos sem concerto)
Ficamos em mil pedaços
Ficamos em pó…
No fundo do baú dos fracassos…”

Filipe Araújo